terça-feira, 21 de setembro de 2010

Quatro dias a fazer quilómetros a mais

A estrada que liga as freguesias de Escariz, em Arouca, e de Romariz, em Santa Maria da Feira, onde na passada sexta-feira um camião com oito toneladas de gás caiu a uma rabina de dois metros, foi aberta ao final de quatro dias de interdição.
Para os condutores que utilizam com frequência aquela via do lugar do Londral, a queda da cisterna provocou um grande transtorno. Durante quatro dias, as pessoas tiveram de fazer uns quilómetros a mais.
A remoção do camião e a transfega do gás para outra viatura foram feitas no domingo. Mas devido a limpeza da estrada apenas foi possível abri-la hoje, como comprovou Tânia Santos durante a tarde.

domingo, 19 de setembro de 2010

Cisterna com gás derrubada ameaça casas

Uma cisterna, reservatório de combustíveis, ficou derrubada após o seu condutor fazer uma curva que antecede a ponte da localidade Londral, na freguesia de Escariz (Arouca). Passados dois dias, o veículo não foi removido e está a levantar preocupação.
Tudo decorria sem problemas, anteontem, durante o abastecimento das bombas de gasolina, na freguesia de Escariz. Depois desta paragem, a cisterna com gás voltou à estrada e, cerca das 14 horas, tombou no sentido Londral-Lameiros, via que dá acesso ao concelho de Santa Maria da Feira. Um bombeiro, que tem estado de vigia no local, informou que o condutor saiu ileso e foi quem deu o alerta do acidente.
A mesma fonte adiantou que a queda da cisterna foi atenuada por pinheiros, os quais "evitaram uma explosão". Hoje, os moradores estarão afastados das suas casas pois "uma pequena faísca" durante a remoção do gás e do veículo pode provocar "uma grande explosão" e atingir as habitações envolventes.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) de Cesar e os Bombeiros Voluntários de Fajões permanecem no local a fim de evitar qualquer perigo para as pessoas. Segundo fonte policial, a estrada estará interdita até à remoção da cisterna.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Focos de incêndio dispersos ameaçam casas

O início da tarde de hoje, quarta-feira, tornou-se cinzento para muitos habitantes de Nogueira do Cravo, em Oliveira de Azeméis. Vários focos de incêndio deflagram, em área florestal, junto a casas e armazéns.

Encosta em chamas



Um dos focos de incêndio ainda no início

Segundo relatam pessoas locais, o incêndio terá começado cerca das 12.15 horas, na freguesia de Nogueira do Cravo. Imediatamente, os populares deram o alerta no quartel mais próximo, o dos Bombeiros Voluntários de Fajões. Mas, devido à falta de meios disponíveis para o combate às chamas, os bombeiros chegaram ao local um pouco antes das 14 horas. Um foco aqui e outro ali, um mais à frente e outro atrás. As labaredas aumentam e o fumo e cinzas espalham-se, deixando o ar seco e a respiração fraca. Os habitantes começam a desesperar, mas não se dão por vencidos: recorrem a mangueiras para humedecer os seus terrenos e casas.

Fogo está próximo de várias casas


No combate ao incêndio, que deflagra nessa freguesia, estão presentes os Bombeiros de Fajões, os Bombeiros de Oliveira de Azeméis e os Bombeiros de S. João da Madeira.


terça-feira, 27 de julho de 2010

Regiões de Aveiro cobertas de cinza

O dia está a ser, hoje, terça-feira, marcado por uma forte vaga de incêndios no território nacional. Aveiro é o distrito mais afectado. As localidades próximas aos concelhos de Santa Maria da Feira e de Oliveira de Azeméis estão cobertas por um céu, parcialmente, cinzento. Vêem-se cinzas a cair por todo o lado.



Sol encoberto pelo fumo proveniente de incêndios



A freguesia de Escariz, concelho de Arouca e distrito de Aveiro, não consta dos locais onde estão, neste momento, a deflagrar frentes de incêndio neste distrito. Mesmo assim foi atingida pelo fumo e cinzas provenientes dos fogos que estão a ser combatidos nos concelhos vizinhos (Santa Maria da Feira e Oliveira de Azeméis). As ruas, as calçadas, pátios das casas, campos e jardins estão cheios de cinzas que, aos poucos, caiem de um céu carregado de manchas cinzentas.

Azul do céu vira cinzento com o fumo das queimas

O incêndio que deflagra em Oliveira de Azeméis está a ser combatido pelos bombeiros há mais de 24 horas consecutivas e ainda não está controlado.






sexta-feira, 16 de julho de 2010

Fim de mais uma etapa... foi o adeus ao JN

O meu estágio curricular na redacção do Jornal de Notícias do Porto, terminou às 21 horas de hoje. O último dia foi muito idêntico ao primeiro. A diferença é que no início tudo é estranho e no fim a saudade aperta.
No dia 13 de Abril, entrei pela primeira vez na redacção do Jornal de Notícias (JN). Depois de uma breve entrevista com o director adjunto, Alfredo Leite, fiquei a conhecer o meu coordenador de estágio na empresa e a secção "Polícia e Tribunais", onde estagiei desde o dia 19 de Abril até ao dia de hoje.
Passei dias bons e menos bons. Aliás, os tempos mortos foram muitos. Mas não os considerado insignificantes, pois quando estava na redacção sem fazer nada pude-me aperceber de várias situações com que os jornalistas se deparam. Ou seja, directa ou indirectamente constatei uma série de factos que ouvi em salas de aula e, por vezes, não entendia muito bem como era possível tal ser verdade ou não.
Terminada mais uma etapa do curso de Comunicação Social com o adeus ao JN. Agora segue-se o relatório de estágio.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Uma viagem ao Afeganistão

Uma viagem ao Afeganistão dá vida ao "Caderno Afegão", livro da jornalista Alexandra Lucas Coelho.

Capa do livro

A jornalista esteve no passado dia 15 de Abril na Escola Superior de Educação de Coimbra a apresentar o seu último livro. "Caderno Afegão" é um diário de bordo realizado pela Alexandra Lucas Coelho entre Maio e Junho de 2008, período que esteve no Afeganistão.

"Tudo começou em 2001 com o ataque às Torres Gémeas [nos Estados Unidos da América]", relata a jornalista do Público. Alexandra foi enviada pelo jornal para o Paquistão uma semana após o atentado. Nessa época tentou entrar no Afeganistão, mas sem êxito. "Uma derrota", assume a jornalista. Todavia, não desistiu da viagem mesmo sabendo que é difícil convencer o jornal a apoiar, pois é muito caro realizar uma viagem nesta natureza.

Após sucessivos adiamentos, a viagem concretiza-se em 2008. Alexandra realça que o importante para começar é ter/ fazer contactos pois "são a nossa rede" e "uma âncora". Depois há que saber "aproveitar as oportunidades" que surgem.

O Afeganistão é um país destruturado, onde não há postes de electricidade - luz só mesmo através de geradores - nem transportes públicos. A população afegão não tem um sistema que lhes garanta à saúde, educação, etc., por isso, há muita inter-ajuda. A jornalista acrescenta que há "vida em rede" e "construção conjunta".

Quando questionada sobre o medo de estar num território desconhecido que está a mais de 30 anos em guerra contínua, Alexandra responde que "o medo é o que nos ajuda a medir as coisas e a organizar tudo com antecedência". Ser uma jornalista mulher e estrangeira no Afeganistão "é uma vantagem" pois "posso ter acesso à intimidade das mulheres por ser mulher e posso ter acesso aos homens por ser estrangeira", remata a jornalista.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Voz informativa

No Dia Mundial da Voz, escrevo sobre a importância da voz para os profissionais da informação e as formas de prevenir os problemas vocais.

Voz

Uma voz informativa resulta de um controlo adequado da respiração e de uma postura correcta. O principal músculo da respiração é o diafragma, situado na base do pulmão.


Para que seja correcta, a respiração tem de ser abdominal intercostal, ou seja, as pessoas devem encher de ar as laterais do diafragma, desde a base do pulmão até às costas, sem levantar os ombros. Quando inspiramos o diafragma é estendido e quando expiramos ele sobe. A respiração deve ser nasal, uma vez que o ar é filtrado e aquecido pelas narinas.

Respiração abdominal intercostal

O intercostal, o diafragma e o estômago têm de trabalhar simultaneamente para a obtenção da respiração correcta. Para tal, é importante ter uma postura adequada. O mesmo é dizer que o peso do corpo deve estar igual e confortavelmente distribuído pelos dois pés; os músculos e ombros devem estar relaxados; a cintura pélvica dever estar suspensa sobre o diafragma para manter a energia do som; e a cabeça deve manter-se erguida e direita.

Existem normas básicas que ajudam a preservar a saúde vocal e a prevenir o aparecimento de alterações e doenças. Mário Andrea, professor e médico otorrinolaringologista do Hospital Santa Maria (Lisboa), identifica os principais métodos de prevenção de problemas vocais: "não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas, beber muita água e fazer uma alimentação saudável".

O otorrinolaringologista detecta possíveis problemas no aparelho fonador. Verificadas falhas na voz, o fonoaudiólogo, que trabalha juntamente com o médico otorrino, procede à correcção dos problemas através de exercícios.


A produção do som envolve diversos órgãos que conjuntamente fazem soar a voz. São eles, o aparelho respiratório, a laringe, as cavidades de resssonância e os articuladores.

Aparelho fonador


Para que todos os órgãos referidos funcionem bem, os indivíduos, nomeadamente os profissionais da voz (jornalistas, locutores, apresentadores, professores, etc.), devem fazer diariamente exercícios de relaxamento para evitar tensões musculares, responsáveis por dificuldades respiratórias, articulatórias e outras que afectam a produção da voz e da fala.


Fundamental é evitar fumar e beber álcool, não falar alto nem pigarrear e gritar, evitar o choque térmico (quente-frio e frio-quente), beber muita água, fazer uma alimentação equilibrada e dormir bem. Como defende Mário Andrea: "Abusem da água e não da voz!"