quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Porque não...?


'Monte Alto'

Um monte alto envolve-me
Ergue-me e abraça-me
Sem qualquer tipo de intenção.

Aconchega-me no seu espaço
E permite a entrada do sol
Que dá também a sua ajuda.

Ao som de ruídos naturais
O silêncio toma conta de mim
E invade meus pensamentos.

Leva minhas angústias e tormentos
E traz-me uma luz de esperança
Porque não viver?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

É agora ou nunca

É melhor dizer agora!
Sim, dizer tudo o que quero agora
Agora pois amanhã pode ser tarde demais.


Tarde demais para viver
Viver com saúde e com mais
Com mais vida e felecidade.

Felecidade essa que esconde-se
Esconde-se entre medos e dúvidas
Dúvidas constantes que impedem-me de sentir.

Sentir que sou uma simples humana
Humana forte que esconde-se
Esconde-se e esquece-se que tem fraquezas.

Fraquezas que atormentam o meu ser
Ser vivo que ora acorda ora adormece
Adormece e acorda entre pensamentos.

Pensamentos que prende-me a algo
Algo que não sei dizer e explicar o que é
É melhor dizer agora? A dúvida persiste!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Espaço Internet de portas fechadas

«Estendemos a auto-estrada da informação aos dois extremos do concelho». Estas foram as palavras proferidas pela presidente da Câmara Municipal (CM) de Arouca, Artur Neves, aquando da inauguração dos Espaços Internet de Escariz e de Alvarenga. Hoje, estes dois espaços estão de portas fechadas.

Inauguração do Espaço Internet, em Escariz

O Espaço Internet de Escariz, inaugurado a 29 de Novembro de 2006, fechou portas quatro anos depois da sua abertura por motivos financeiros. O mesmo aconteceu com o espaço de Alvarenga. Ambos tiveram o apoio do programa POS-Conhecimento em cerca de 60%, o restante investimento era suportado pela CM.

Na inauguração, a presidente da Junta de Freguesia de Escariz, Fernanda Oliveira (à esquerda na foto), referiu-se ao espaço como «algo que reclamávamos há algum tempo». Já Artur Neves (à direita na foto) elogiou a localização escolhida, sobretudo, pela proximidade à Escola EB 2,3 de Escariz.

O então Espaço Internet, situado no lugar do Cruzeiro, está vazio. Sem secretárias, computadores e acesso à Internet, o espaço é denunciado pelas letras inscritas na fachada.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Cavalinho expõe o maior presépio em movimento

A empresa Cavalinho proporciona momentos de magia natalícia a todos aqueles que visitam o seu presépio, em S. Paio de Oleiros, Santa Maria da Feira, desde o dia 10 de Novembro. Aqui, encontrámos uma estação e apeadeiros de comboios, teleféricos, casas, igrejas, animais, veículos e muitos populares a representar o quotidiano. Quase tudo mexe e a música não falta.

A primeira parte daquele que é o maior presépio em movimento

O proprietário da empresa Cavalinho, Manuel Azevedo, contou que tudo começou com a cascata sanjoanina, localizada em frente à firma de malas e acessórios. Durante um directo para a Praça da Alegria, programa matinal da RTP1, Manuel revelou o seu fascínio por presépios e pela magia do Natal. Daí os 600 metros quadrados com figuras em movimento.

A magia natalícia continua do outro lado da rua

O maior presépio em movimento retrata as vivências quotidianas, a vida de Jesus Cristo e a imagem da Nossa Senhora de Fátima e dos três pastorinhos (Lúcia, Francisco e Jacinta). O Pai Natal e a Branca de Neve e os Sete Anões também podem ser visitados, de forma gratuita, até ao dia 2 de Fevereiro em S. Paio de Oleiros, a três quilómetros de Espinho.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Especialistas sintetizam os últimos dez anos

"Ideias de uma década". Um desafio lançado pela revista Notícias Magazine a vários especialistas que sintetizam os primeiros dez anos do século XXI. Aquando da chegada do ano 2011, faltam 16 dias, ficam aqui algumas opiniões relativas ao ambiente, à crise, às redes sociais, à mulher, à justiça, ao «eu», ao terrorismo e ao genoma.

Capa da edição de 5.12.2010 da Notícias Magazine

"Além de europeus, somos mediterrânicos, o que não nos afasta muito dos gregos, italianos e dos espanhóis do Sul. Somos muito individualistas e estamos mais próximos dos norte-africanos do que dos povos do Norte da Europa."

Manuel Sobrinho Simões (médico, investigador e professor universitário)

"Se continuarmos a achar que vale a pena investir tanto na educação, na saúde e na economia para darmos vantagens aos nossos descendentes, porque não investir também no melhoramento da sua herança genética?"

Alexandre Quintanilha (geneticista e professor na Universidade do Porto)

"As redes sociais não são novidade desta década. São o que sempre nos acompanhou enquanto sociedade: na nossa relação diária com família, com amigos, no trabalho ou quando surge a necessidade de nos juntarmos a outros para atingir objectivos comuns."

Gustavo Cardoso (professsor e investigador no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa)

"O homem é o único animal que destrói o seu ambiente"... "O aquecimento global é uma realidade, e é particularmente devido aos povos do hemisfério norte da Terra. Porque é o hemisfério com mais terras, onde há mais implantação de indústrias, que estendem a sua busca de formas de rendimento muito para sul do equador."

Anthimio J. de Azevedo (geofísico meteorologista)

"Neste mundo saturado de ilusões de oportunidades para dizermos «eu» e proclamarmos a nossa individualidade tornou-se cada vez mais problemático fazer passar o valor mais clássico, e também mais visceral, da política: nós."

João Lopes (jornalista e crítico de cinema)

Ataque terrorista às torres gémeas, em Nova Iorque: "[V]ivendo nós numa aldeia global (ainda que com «freguesias» muito distintas entre si) há acontecimentos aparentemente localizados que, directa ou indirectamente e sempre de forma irreversível, afectam todo o planeta".

"O ataque ao Iraque foi ilegítimo e provocou a ruína do edifício legal internacional que garantiu o estado de semi-paz em que vivemos durante os últimos 65 anos. Estamos todos a pagar os custos desse desvario que prossegue com violações dos direitos das pessoas e das nações."

Eurico Reis (Juiz-Desembargador no Tribunal da Relação de Lisboa)

"Como se combate uma rede terrorista? Eis a questão central para a segurança das sociedades contemporâneas. É essa pergunta que os ataques terroristas desde o 11 de Setembro põem às nossas sociedades."

Nuno Severiano Teixeira (professor da Universidade Nova de Lisboa, ex-Ministro da Administração Interna e ex-Ministro da Defesa)

"Alguns proprietários deixaram de pagar as hipotecas e o incumprimento alastrou aos chamados títulos derivados que, afinal, não eram seguros." (Imobiliário)

Clara Raposo (economista e professor do Instituto Superior de Economia e Gestão)

"Uma das consequências do rápido crescimento económico do Brasil, Índia e China foi a redução do número de pessoas em situação de pobreza extrema."

Álvaro Santos Pereira (economista e professor na Simon Fraser University, Canadá)

"[H]oje em dia, o feminismo implica um projecto de sociedade que envolve a acção conjunta de mulheres e homens e que, por isso, implica a consciencialização mútua de um trabalho comum, baseado no respeito pelas opções pessoais de cada um."

Maria de Jesus Barroso Soares (Presidente da Fundação Pro Dignitate e ex-Primeira Dama)

A menos de um mês do final deste ano, a Notícias Magazine, revista semanal vendida juntamente com o Jornal de Notícias e Diário de Notícias aos domingos, publicou estas e outras citações destes especialistas que sintetizam os primeiros dez anos do século XXI, na edição do dia 5 de Dezembro de 2010 (pp. 18-86).


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Arrombaram loja de óptica para furtar

O Centro Óptico de Cesar foi assaltado, na madrugada de hoje, 8 de Novembro, por um ou mais indivíduos que arrombaram a loja, situada na Gândara, e levaram alguns dos objectos expostos na montra.

O assalto ocorreu durante a noite e está a deixar os populares alarmados com o aumento de furtos na Região Entre Douro e Vouga. A notícia do arrombamento do Centro Óptico propagou-se com o nascer do dia. Na padaria e pastelaria Elite, estabelecimento próximo da loja de óptica, as funcionárias tomaram conhecimento do assalto pelo proprietário.
O proprietário do Centro Óptico desabafou junto de uma funcionária, pedindo uma bola de berlim para "afogar as mágoas" pelo furto que foi alvo. Ao que Tânia Santos conseguiu apurar, foram furtados vários objectos, nomeadamente óculos.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Viver com o ofício às costas

Século XXI: era da electrónica e das novas tecnologias. Multiplicam-se os grandes edifícios, o cimento e o alcatrão propagam-se e o tradicional sobrevive a muito custo. A autora deste texto retrata o movimento e a agitação de pessoas num recinto onde persiste a venda e compra à moda antiga.

Populares a caminho da "Feira do Gado"


"Venha ver freguês", "Compre que é barato", "É só três euros" gritam vários feirantes de todos os lados, originando um ambiente popular de balbúrdia. Encontram-se espalhados diversos objectos e peças de roupas em todos os cantos do recinto da feira de Cesar, freguesia do concelho de Oliveira de Azeméis. Intactos e remexidos, os produtos passam pelas mãos de vendedores, de compradores ou apenas de visitantes curiosos.

A 17 de Outubro de 2009 o dia começa cedo. Ainda é madrugada e as ruas estão iluminadas pelos faróis da luz pública e dos veículos que circulam, mas o trabalho já está em andamento. O recinto da feira enche-se de carrinhas volumosas, espaçosas e com um tom branco. Feirantes levantam ferros de uma ponta à outra, que são encobertos com toldes. Surgem tendas e bancas de venda a pouco e pouco.

No recinto que envolve a chamada "Feira do Gado", zona onde são vendidos sobretudo produtos de cultivo (hortaliças e plantas) e alimentares (fruta, legumes, peixe, carne), a maioria dos feirantes já estão preparados para vender os seus produtos e ainda o sol está adormecido. Maria Martins, de 60 anos e natural de Pinheiro da Bemposta, Oliveira de Azeméis, é uma das feirantes que está pronta para vender as suas couves.

"A vida de feirante é complicada"
Maria, mulher do campo, gosta da vida e da profissão que exerce, frisando que "não condeno os meus pais" pelo seu trajecto já que foi ela que "não quis estudar". Começou a trabalhar na labuta do campo com apenas oito anos e recorda as idas para a feira de Cesar: "Vinha com os carregos à cabeça, trazia as coisas e levava-as para casa". Aquando da sua mocidade, Maria já sentia o que era ter necessidade de trabalhar para comer: "Havia poucos tostões!"
Quando o dia nasce muitas pessoas, locais e outras, deslocam-se até à "Feira do Gado" para adquirir os produtos alimentares mais frescos e as hortaliças verdes e mimosas que querem ver crescer, saudavelmente, nos seus quintais.

Ferramentas, produtos de cestaria e tapeçaria, frutas e legumes, plantas e sementes estão à venda no recinto da "Feira do Gado"

O relógio da capela da Nossa Senhora da Graça soa às oito badaladas da manhã. Apesar de ainda se sentir o frio típico do Outono, o sol já descoberto eleva aos poucos a temperatura e chama visitantes e/ou compradores ao recinto da feira.

"António", nome fictício de um vendedor de roupa da região Norte do país, que prefere não ser identificado, aprecia o seu trabalho a par da colega Maria, mas admitiu que "a vida de feirante é complicada". Outrora, as feiras eram os pontos exclusivos de venda. Agora, as pessoas vivem numa "aldeia global" onde têm acesso a tudo e a todos com facilidade e rapidez. O estado do tempo, nomeadamente chuva e vento, é outra barreira para os feirantes deste certame.

O tempo passa e a feira continua

Apesar das transformações de mentalidades e de territórios, a profissão de vendedores de feira perdura na intemporalidade. No entanto, as diferenças entre o passado e o presente existem. Quem as reconhece é "António" quando afirmou que "os supermermados de hoje são as feiras de antigamente". Em tempos remotos, "as pessoas adquiriam todo o tipo de produtos" nos certames, acrescentou o feirante.

Vende-se todo o tipo de produtos nesta feira

O dia termina com o desaparecer da tarde e do céu azul. O trabalho acaba com o desmontar das bancas e tendas e recomeça numa próxima feira. Agora, é tempo de voltar à estrada na companhia da luz dos faróis dos veículos e da luz pública.
Passado um ano, o cenário tem-se repetido todos os meses aquando da "Feira dos 18", que é antecipada sempre que o dia 18 é a um domingo ou segunda-feira. Realizado no recinto da feira de Cesar, o certame estende-se pelas bermas da estrada envolvente até ao lugar da chamada "Feira do Gado". A próxima é já no sábado, 16 de Outubro, seguida da "Feira do Velho".

Assim, a 17 de Outubro, o largo da feira regressa ao passado em menos de 24 horas, recebendo feirantes e adeptos de velharias. A "Feira do Velho", que decorre ao terceiro domingo de cada mês nesse local, tem a particularidade de se dedicar à mostra e venda de produtos ancestrais.