quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Peditório da Liga Contra o Cancro começa amanhã

Centenas e centenas de voluntários saem, de 1 a 4 de Novembro, à rua para, em nome da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), angariar fundos que servem de apoio aos doentes oncológicos e respectivas famílias. O peditório nacional e anual permite financiar as actividades e programas da LPCC.

A Liga Contra o Cancro promove, na sua página online, Outubro como mês de prevenção do cancro da mama, incentivando as pessoas a participar num rastreio. Um projecto que integra ainda a investigação e o apoio social, psicológico e financeiro a doentes oncológicos. Para cumprir os seus objectivos, a Liga começa, amanhã, a angariar fundos. "Ajude-nos a ajudar como voluntário com o seu donativo" é o apelo da LPCC. 

O presidente da LPCC, Carlos Oliveira, apela à solidariedade dos portugueses e reforça que o peditório é o meio financeiro "mais importante" de resposta a pedidos de ajuda cada vez "mais frequentes". A Liga Contra o Cancro trabalha na promoção primária e secundária do cancro, ajuda e assiste os doentes de cancro e investe na formação e investigação oncológica. 

Segundo as estatísticas, os fundos angariados em 2011 registaram uma descida face aos números de 2010. Este ano, de 1 a 4 de Novembro, voluntários de norte a sul e nas ilhas deslocam-se para as entradas das Igrejas, cemitérios, supermercados, centros comerciais e para as ruas de comércio tradicional para dar a cara pela liga contra o cancro.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Artur Neves envia convite à população de Arouca


Os residentes do concelho de Arouca estão a receber, esta semana, na caixa de correio um folheto enviado pelo Presidente da Câmara Municipal. Artur Neves convida todos à participar "na inauguração de um novo espaço de divulgação turística", informa.

O novo espaço, de que fala o Presidente da Câmara Municipal de Arouca, é a Casa das Pedras Parideiras, na Serra da Freita, que é inaugurada às 15.30 horas do dia 3 de Novembro. Fica aqui o convite.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Comem-se figos de Agosto a Outubro



Verdes ou roxos por fora e brancos ou vermelhos por dentro. Sejam quais forem as características do figo, o certo é que a sua textura e sementes podem ser degustadas desde Agosto a Outubro de cada ano.


Figos provenientes de Pessegueiro do Vouga

O figo nasce e desenvolve-se nos rancos e por entre folhas da figueira para, depois, deliciar todos aqueles que o procuram. Comem-se figos ao natural, misturam-se em saladas e fazem-se sobremesas. É só escolher! 

Os figos estão espalhados por vários quintais de norte a sul do país e podem ainda ser encontrados em pequenos espaços comerciais, nomeadamente mercearias e mercados.     

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Feira das Colheitas abre portas esta quinta-feira


Arouca encerra o encontro das redes internacionais de geoparks para, logo de seguida, abrir portas a 68ª edição da Feira das Colheitas. Visitantes de vários pontos do globo marcaram presença na conferência e exposição da semana passada e, hoje, 27, é a vez da feira anual sair às ruas e fazer as honras da casa.

As vindimas e as colheitas estão à porta


Mais um ano passa pelas pessoas e terras. A semente cai na terra, cria raízes é produz batata, couve, cenoura, cebola e outros produtos hortícolas. As folhas caem, voltam a nascer e a flor aparecer. Aí surge o fruto: maçã, pêra, figos, castanhas, uvas. Estas últimas que são a matéria-prima do vinho. Tudo produtos da terra que pode encontrar se fizer uma visita, de 27 a 30 de Setembro, à vila de Arouca.

A Feira das Colheitas, criada no decorrer da II Guerra Mundial, "é a festa que marca a vida de um concelho habituado a semear, a cuidar e a colher, com o seu esforço e dedicação." Palavras proferidas por José Artur Neves, presidente da Câmara de Arouca, que, na mensagem deste ano, coloca a crise económica, social e política vivida como um desafio que "iremos todos conseguir superar". 

É tempo de Colheitas, mas o certame vai além da mostra e venda de vegetais e frutas. Pelas ruas, presente está a gastronomia com a carne de raça arouquesa e a doçaria conventual, exposições diversas, artesanato, concertos, folclore, feira das velharias, desfolhada, sessão de fogo-de-artifício. Um cartaz recheado de iguarias para abrir o apetite e levar até Arouca pessoas de dentro e de fora da região.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Geoexpo'12 marca presença por terras de Arouca


Arouca é, dia 19 e 20, palco da Geoexpo 2012 e da 11º Conferência Europeia de Geoparks. Uma mostra de produtos regionais, desde a gastronomia à arte dos bordados, pintura e costura.

Chá, azeite e licores produzidos em Escariz

"Um Geopark é um território com limites bem definidos que possui um notável Património Geológico, aliado a toda uma estratégia de Desenvolvimento Sustentável",  lê-se no folheto disponibilizado pelo Geopark Arouca. Este ano, a Geoexpo marca presença no Pavilhão da Escola Secundária da vila.

O concelho abre portas à comunidade local e visitantes de vários pontos do globo como forma de divulgar o "seu Património Geológico de relevância internacional", nomeadamente "as pedras parideiras da Castanheira, as trilobites de Canelas e os icnofósseis do Vale do Paiva" (Arouca Geopark).

O desporto também está presente em stands da exposição, particularmente a prática da canoagem e os percursos pedestres. Fica o convite para quem quiser visitar, pode fazê-lo hoje, 20, das 9 às 19.30 horas.
  

domingo, 10 de junho de 2012

"O consumidor tem de ser corajoso para mudar"


Borges Gouveia, professor universitário e membro do Conselho de Administração da GALP, e Sérgio Sousa, engenheiro e representante da Juventude Social-Democrata (JSD) de Escariz, tomaram a palavra sobre o ambiente. Problemas ambientais e política de eficiência energética estiveram, ontem, 9 de Junho, em conferência no auditório da JSD de Oliveira de Azeméis.

Sérgio Sousa e Borges Gouveia falam sobre ambiente e energia


Porquê o ambiente e a sustentabilidade energética em discussão? A resposta vem da boca do presidente da JSD de Oliveira de Azeméis, Sérgio Leite, que mostra preocupação “por ser uma necessidade presente e futura” a questão ambiental e energética. “Revemos o passado, pensamos o presente e construímos o futuro”, esclarece Sérgio Leite o objectivo do colóquio. 

Hoje, a palavra crise está em cima na mesa dia após dia. Sérgio Sousa começa por aí, colocando um dilema em relação aos cortes orçamentais do governo: “Será que a crise os impede de agir ou será que lhes falta vontade de agir e visão?” Para o líder da JSD de Escariz, a vontade “é a grande questão” pois “áreas são descuradas e o ambiente é uma delas”.

“A verdade é que muitas pessoas morrem devido a problemas ambientais”, lembra Sérgio Sousa com base nas estimativas da Organização Mundial da Saúde. Os resultados do estudo revelam que todos os anos morrem 16 700 portugueses (45 por dia) devido a problemas ambientais, que estão na base de 14% das doenças registadas em Portugal. A nível mundial o número ascende aos 13 milhões de mortes.

Neste sentido, os níveis de poluição, a qualidade da água, o tipo de construção dos edifícios, os comportamentos humanos, as radiações ultra-violentas, a poluição sonora e os métodos agrícolas são pontos a ter em conta pois, diz o representante de Escariz, “é essencial corrigir os consumos”. E Borges Gouveia completa, afirmando que “o consumidor tem de ser corajoso para mudar” pois cabe a “cada um de nós ser responsável pela sua estratégia”.

O administrador da GALP defende uma política de eficiência energética com base na adequação ao mercado/consumidor e no não desperdício. “A eficiência tem pequenos ganhos” que conjugados e a longo prazo tornam-se num “valor acrescentado”, frisa Borges Gouveia. “Como poupar? O que e onde consumimos? O que é mais adequado? E porque não uma listagem?” São algumas dicas desenvolvidas na conferência e que podem marcar a diferença em termos de utilidade.

A conferência, organizada pela JSD de Oliveira de Azeméis, contou ainda com a presença de vários militantes social-democratas, entre os quais João Silva, líder do núcleo de freguesia oliveirense da JSD, Ricardo Tavares, vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, e Catarina Pereira, presidente da JSD de Aveiro.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Pais mostram satisfação com parecer favorável ao agrupamento de Escariz


Encarregados de educação dizem ter “tudo à porta” e não querem fazer 20 quilómetros para tratar de questões administrativas. 
Reportagem e foto de Tânia Santos

Pais ficam satisfeitos com a 'solução dois mais um' para Arouca

Alunos de outros tempos com residência em Escariz lembram o ensino primário local e único para muitos. Para alguns, o percurso escolar tomou rumo em Fajões, São João da Madeira ou na vila de Arouca. Com a abertura da E.B. 2,3 de Escariz, ano lectivo 2001/02, a mudança física é retardada e o novo ensino deixa os pais alarmados.

Diogo, 8 anos, é um exemplo da mudança da rede escolar. Frequenta o ensino básico no pólo escolar de Escariz, o qual integra desde o pré-escolar. E, no futuro, pode vir a ingressar o ensino secundário sem ter de mudar de pólo e área residente. Todo este processo deve-se à constituição de agrupamentos de escolas, ideia introduzida por questões funcionais e políticas.

A ideia de junção do pré-escolar, básico e secundário ainda dá que falar pelo concelho de Arouca. Os pais não concordam, sobretudo, com o encerramento das escolas primárias. Até que um mal maior se levanta. A comunidade escolar do agrupamento de Escariz é alarmada pela possibilidade da criação de um mega agrupamento. Pais, professores e funcionários questionam: “E se o agrupamento perde o estatuto? Vou ficar desempregado? Tenho de fazer mais quilómetros para ir a uma reunião? Vão fechar turmas e levá-las para Arouca?”

A associação de pais da E.B. 2,3 de Escariz sabe da assembleia municipal a uma semana da discussão do mega agrupamento para Arouca. A presidente da associação, Irene Oliveira, diz ter sido tudo “muito repentino” e, desde logo, reúne as associações de pais do agrupamento e redigem uma carta de desagrado face ao mega agrupamento, defendido desde o início pela autarquia. Irene frisa que “toda a comunidade uniu-se” na assembleia municipal de 29 de Abril de 2012, onde lêem a carta e apresentam um abaixo-assinado.

A Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) colocou em cima da mesa duas opções: a do mega agrupamento e a ‘solução dois mais um’ (E.B. 2,3 de Arouca mais secundária e E.B 2,3 de Escariz sem anexação). Em assembleia, a segunda alternativa é a mais viável. A DREN, os distintos partidos presentes e a presidente da Junta de Escariz, Fernanda Oliveira, apoiam a posição dos pais, professores e funcionários. Até porque o objectivo do mega agrupamento “é juntar agrupamentos com vista aspectos técnicos e não o lado das pessoas”, diz Sérgio Sousa, representante da Juventude Social-Democrata (JSD) de Escariz.

“Escariz ganha em ter o agrupamento”, sublinha Sérgio Sousa. O pólo tem “boas condições, bons resultados a nível distrital, serviços e pessoas competentes”, motivos que conjugados com “a diminuição da mobilidade das pessoas contribuem para unir e reter alunos dentro do concelho”, acrescenta o líder da JSD. Encarregados de educação mostram satisfação com a decisão favorável à ‘solução dois mais um’. Caso contrário, a alternativa seria “os nossos filhos irem para Fajões”, Oliveira de Azeméis, pois “é perto e não temos 20 quilómetros de caminho com curvas pela frente”, concordam os pais.

A proposta do mega agrupamento visa “concretizar a universalização da frequência da educação básica e secundária”, segundo a resolução de conselho de ministros nº44 de 2010. Ou seja, a base é a centralização e gestão partilhada de recursos humanos, pedagógicos e materiais. A parte administrativa, que envolve as matrículas e processos escolares, é uma só.

A lei nº 75 de 2008 deixa claro que a “constituição de agrupamentos de escolas obedece a critérios de construção de percursos escolares coerentes e integrados, articulação curricular entre níveis e ciclos educativos, eficácia e eficiência de gestão de recursos, proximidade geográfica e dimensão equilibrada e racional. Neste sentido, um mega agrupamento em Arouca “não salvaguarda os princípios base dos agrupamentos”, resume Sérgio Sousa.